segunda-feira, 19 de maio de 2014

RESUMO PARA OS TESTES DE 23 de MAIO e 4 de JUNHO

Estado Novo
Golpe militar de 28 de Maio de 1926
A 28 de Maio de 1926, o general Gomes da Costa chefiou uma revolta militar que teve início em Braga e estendeu-se até Lisboa. Por todo o país os militares foram aderindo a este movimento. O Presidente da República, Bernardino Machado, demitiu-se e entregou o poder aos revoltosos.
Principais medidas durante a Ditadura militar
O golpe militar de 28 de maio pôs fim à 1.ª República
Foram tomadas várias medidas que colocaram fim à democracia da I República:
- O Parlamento foi encerrado;
- Não se realizaram mais eleições para o Parlamento;
- Os militares possuíam o poder legislativo e executivo;
- A imprensa passou a ser controlada pela censura;
- As greves e as manifestações foram proibidas.

Portugal foi governado neste período segundo uma ditadura militar que irá durar de 1926 a 1933, ou seja, segundo um governo autoritário, não democrático, que não respeitava as liberdades e direitos dos cidadãos.
Apesar destas medidas a ditadura não veio resolver os problemas existentes em Portugal:
- Os militares não se entendiam e as mudanças sucessivas de governo continuaram;
- As despesas continuavam superiores às despesas;
- Continuou o recurso aos empréstimos ao estrangeiro, aumentando a dívida externa.

SALAZAR E O ESTADO NOVO

Ascensão política de Salazar

Em 1928, o presidente Óscar Carmona convidou António de Oliveira Salazar foi convidado para assumir o cargo de  ministro das Finanças e este conseguiu equilibrar as contas públicas aumentando as receitas, através do aumento dos impostos, e diminuindo as despesas do estado, através da redução de gastos com a Educação, Saúde e com os salários dos funcionários públicos. Portugal aumentou também as suas exportações durante a segunda guerra mundial (1939-1945).
Em 1932, Salazar foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros, ou seja, passou a ser o chefe do Governo.

Constituição de 1933

Em 1933 foi aprovada uma nova constituição em que os direitos e liberdades dos cidadãos eram reconhecidos e ficou estabelecido que o Presidente da República e os deputados seriam eleitos pelos cidadãos.
No entanto, as eleições não eram verdadeiramente livres e os direitos e liberdades dos cidadãos nem sempre foram respeitados por Salazar. Foi constituído novamente o Parlamento que apenas servia para aprovar as leis impostas pelo governo.
A partir de 1933 instaurou-se em Portugal um novo regime a que se deu o nome de ESTADO NOVO e que durou 40 anos (1933-1974).

Política de obras públicas

Durante o Estado Novo construíram-se estradas, barragens, hospitais e edifícios públicos. Esta política permitiu a modernização do país e combateu o desemprego junto das áreas urbanas. Salazar aproveitou também esta política de obras públicas para engrandecer o seu trabalho à frente do país e assim fazer propaganda.

Receitas do turismo e da emigração

Desenvolveu-se o turismo, o que permitiu a entrada de mais receitas para o Estado.
Apesar do desenvolvimento do país, muitas pessoas continuavam a viver em grandes dificuldades e decidiram emigrar, sobretudo para França e Alemanha. O dinheiro enviado para Portugal pelos emigrantes foi outra fonte de receitas para o Estado.

Suportes do Estado Novo

Salazar controlava todos os ministérios e governava o país de uma forma autoritária e absoluta. Dele dependiam todas as decisões administrativas e politicas. Por isso se diz que governava em DITADURA. Para suportar essa ditadura, foram criadas algumas estruturas:
·         Censura: da imprensa, teatro, cinema, rádio e televisão, que impedia a divulgação de opiniões contra o regime salazarista.
·         Polícia política: PVDE, que passou mais tarde a chamar-se PIDE, que vigiava, perseguia, prendia e torturava os opositores ao regime de Salazar. As cadeias onde eram presas essas pessoas eram: CAXIAS, PENICHE e TARRAFAL (na ilha de Cabo Verde).
·         Mocidade Portuguesa: organização com fim de desenvolver o culto do chefe, dever militar e devoção à pátria nos jovens dos 7 aos 18 anos.
·         Legião Portuguesa: organização armada que defendia o Estado Novo e combatia o Comunismo.
·         Propaganda Nacional: tinha como objetivo obter apoio da população (era feita nos jornais, rádio e televisão, mas também nos manuais escolares).
·         União Nacional: única organização política legal que apoiava Salazar – Era o único partido permitido.

Oposição política

Eleições legislativas de 1945

Os opositores ao salazarismo organizaram-se clandestinamente para não serem perseguidos e presos. Outros tiveram de sair do país (exilados políticos).
A oposição cresceu em 1945 quando terminou a II Guerra Mundial, com a vitória dos países democráticos (EUA, França, Inglaterra e seus aliados), onde os direitos e liberdades dos cidadãos eram respeitados. Estes países pressionaram Salazar e este marcou eleições legislativas.
A oposição uniu-se e criou o MUD  (Movimento de Unidade Democrática). No entanto, o governo não permitiu que a oposição fizesse campanha eleitoral nem que a contagem dos votos fosse fiscalizada. Quem fosse suspeito de pertencer à oposição era tirado das listas eleitorais para não puderem votar. Os dirigentes do MUD decidiram então apelar à abstenção e assim a União Nacional conseguiu eleger todos os seus candidatos.

Eleições presidenciais de 1958

O general Humberto Delgado, com o apoio de toda a oposição, candidatou-se às eleições presidenciais de 1958. Apesar do grande apoio que teve da população, foi Américo Tomás, pertencente à União Nacional, quem venceu as eleições, que foram consideradas fraudulentas pela oposição.
Depois destas eleições Salazar mudou a lei e criou um colégio eleitoral que passa a eleger o Presidente da República.

As Revoltas dos Estudantes, dos intelectuais e dos artistas

Na década de 60 do século passado, o regime de Salazar também teve de enfrentar revoltas militares e civis. Em 1962, surgiu a primeira grande revolta de estudantes contra a opressão imposta pelo regime de Salazar.
Também alguns jovens deputados, no ano de 1973, começaram a manifestar descontentamento na própria Assembleia Nacional. Um exemplo desses jovens foi Francisco Sá Carneiro.
O movimento de oposição ao Estado Novo também integrava pensadores, escritores e cantores (como por exemplo ZECA AFONSO).

A GUERRA COLONIAL

Depois da II Guerra Mundial, os países como a Bélgica, a Inglaterra e a Holanda reconheceram a independência da maioria das suas colónias. Entretanto Salazar não fez o mesmo e a União Indiana e a população africana das colónias portuguesas começaram a revoltar-se contra Portugal.
·         1961: União Indiana ocupou Damão, Diu e Goa
·         1961: revolta da Angola
·         1963: revolta da Guiné
·         1964: revolta de Moçambique

Salazar respondeu com o envio de muitos militares para as colónias. Esta Guerra Colonial, que durou 13 anos (1961-1974), teve como principais consequências o ferimento e morte de muitos soldados portugueses e uma grande despesa com os gastos militares.

A AÇÃO MILITAR E POPULAR EM 25 DE ABRIL

Saída de Salazar do poder

Salazar saiu do poder quando adoeceu gravemente em 1968. No entanto, Marcelo Caetano substituiu-o mantendo os seus ideais: manteve a DGS  (Direção Geral de Segurança – antiga PIDE) e a Guerra Colonial.

Fim da ditadura

A falta de liberdade, o aumento do custo de vida e as despesas militares e muitas mortes durante a Guerra Colonial contribuíram para o aumento do descontentamento da população, o que levou ao fim da ditadura. O exército português estava descontente e esse descontentamento crescente levou à revolta militar de 25 de abril de 1974. 

25 de Abril de 1974

Golpe militar organizado pelo MFA  – Movimento das Forças Armadas – apoiado pelos populares. Várias cidades foram dominadas sem grande resistência.
Marcelo Caetano refugiou-se no quartel do Carmo que foi cercado pelas tropas do capitão Salgueiro Maia e aceitou render-se perante um oficial superior: general António de Spínola. Acabou por ser preso, tal como Américo Tomás (presidente da República).

Primeiras medidas do MFA

·         Poder entregue a uma Junta de Salvação Nacional, presidida pelo António de Spínola
·         Dissolução da Assembleia Nacional
·         Extinção da DGS
·         Abolição da censura
·         Libertação dos presos políticos
·         Negociações para pôr fim à Guerra Colonial

A INDEPENDÊNCIA DAS COLÓNIAS

Colónias africanas

O novo presidente da República, António de Spínola, reconheceu o direito à independência dos povos africanos e assim se formaram cinco novos países:
·         1974 – Guiné-Bissau
·         1975 – Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde

Colónias do oriente

As colónias do continente asiático tiveram outros destinos:
·         1999 – Macau passou a ser território chinês

·         2002 – Timor-Leste tornou-se independente depois de ter sido invadido pela Indonésia e passou a chamar-se Timor-Lorosae


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