quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Resumo Teste 02 2014/15 1.º período

Independência do Brasil

Quando D. João VI regressou a Portugal em 1821, deixou como regente D. Pedro.
Em 1822 as Cortes portuguesas, decretaram o regresso do Brasil à condição de colónia e exigiam o regresso de D. Pedro.
D. Pedro não aceita e em 1822 declara a independência do Brasil.

Durante a permanência do rei o Brasil teve um grande desenvolvimento e os portos foram abertos aos comerciantes estrangeiros o que favoreceu a burguesia brasileira. Estes apoiaram D. Pedro quando este proclamou a independência.

A LUTA ENTRE LIBERAIS E ABSOLUTISTAS

Guerra Civil

Quando D. João VI morre, D. Pedro sucede-lhe mas abdica do trono para ficar no Brasil. Passa a coroa para a sua filha Maria da Glória mas, como tinha apenas 7 anos, fica como regente o seu irmão D. Miguel.
D. Miguel prometeu governar segundo um regime liberal mas em 1828 dissolveu as cortes e passou a governar como rei absoluto com o apoio da nobreza e do clero e perseguiu os liberais.
Em 1831, D. Pedro abdicou do trono brasileiro e rumou à Europa, instalando-se com exilados liberais na Ilha Terceira, nos Açores.
Em 1832 desembarcou com as suas tropas numa praia próxima do Porto e avançou sobre a cidade, sem encontrar resistência.
Iniciou-se, então uma Guerra Civil que durou dois anos e que opôs os dois irmãos, e a população que os apoiava (de um lado os Absolutistas, liderados por D. Miguel e do outro lado os Liberais, liderados por D. Pedro).
Só depois de várias derrotas é que D. Miguel assinou a paz através da Convenção de Évora Monte em 1834.
O Liberalismo saiu vitorioso e implantou-se definitivamente no nosso país.
D. Miguel derrotado partiu para o exílio.

A MODERNIZAÇÃO DO REINO

Desenvolvimento da agricultura

Para aumentar a produção de alimentos, os governos liberais tomaram várias medidas para o desenvolvimento da agricultura e para o aumento da área cultivada.

Medidas para aumento da área cultivada:

·    Extinção do direito do morgadio, ou seja, do direito do filho herdar todas as terras da família. As terras passaram a ser divididas por todos os filhos para assegurar uma melhor exploração das terras
·         Entrega de terras pertencentes a nobres e clérigos a burgueses
·         Entrega de baldios (terras incultas) aos camponeses

Novas técnicas:

·         Utilização de adubos químicos
·         Utilização de semementes selecionadas
·         Alternância de culturas, que pôs fim ao pousio. Desta forma as terras não precisavam de estar um período de tempo sem estarem cultivadas
·         Introdução das máquinas agrícolas, inclusive a debulhadora mecânica a vapor
Novas culturas:
·         Batata
·         Arroz

Desenvolvimento da indústria

A introdução da máquina a vapor na indústria contribuiu de forma significativa para o seu desenvolvimento. Esta inovação permitiu aumentar a produção em menos tempo, o que possibilitou o aumento de lucros.
produção artesanal foi assim começando a dar lugar à produção industrial por ser mais lucrativa.
A maior parte das fábricas instauraram-se nas zonas do litoral, principalmente na zona de Porto/Guimarães (indústria têxtil e calçado) e na zona de Lisboa/Setúbal (indústria química e metalúrgica)

Exploração mineira

Com o desenvolvimento da indústria tornou-se necessário desenvolver a exploração mineira por se precisar de matérias-primas e combustíveis. Os metais mais procurados eram o cobre e o ferro. O carvão também foi muito procurado porque nessa época era a principal fonte de energia.

Alteração da paisagem

O aumento dos campos de cultivo e o aumento do número de fábricas e de minas provocaram uma profunda alteração das paisagens. Nas cidades predominavam as chaminés muito altas que enchiam o céu de fumos e maus cheiros.

Em 1852, foi criado o Ministério das Obras Públicas, dirigido por Fontes Pereira de Melo. Esta política de construção de obras públicas (estradas, pontes, portos, caminhos-de-ferro, ligações teleféricas, etc…) ficou conhecida por fontismo, devido ao nome do seu principal impulsionador.

Desenvolvimento dos meios de transporte e vias de comunicação

Caminhos-de-ferro
A rede de caminhos-de-ferro cresceu de forma muito rápida e ao longo da sua extensão construíram-se várias pontestúneis e estações.
Em 1856 realizou-se a primeira viagem de comboio, entre Lisboa e Carregado.

Rede de estradas
Iniciou-se também a renovação e construção de novas estradas em todo o país. De forma a facilitar a circulação também se construíram várias pontes.
A partir de 1855 começou a circular na estrada Lisboa-Porto a mala-posta, uma carruagem que transportava o correio e algumas pessoas.
No final do século XIX surgiram os primeiros automóveis.

Portos marítimos e faróis
Para tornar mais segura a navegação costeira construíram-se vários faróis e melhoraram-se os portos marítimos.
Surgiram nesta época os barcos movidos a vapor, primeiro no Rio Tejo, depois na ligação entre Lisboa e Porto e, mais tarde ainda, na ligação aos Açores e Madeira.

Desenvolvimento das comunicações
Os correios foram remodelados, surgindo o primeiro selo-adesivo, o bilhete-postal e os primeiros marcos de correio.
Surgiu também o telégrafo e mais tarde o telefone.

Modernização do ensino

O país encontrava-se em modernização, por isso também era necessário que a população se tornasse mais instruída e competente para realizar as mudanças pretendidas. Tomaram-se então várias medidas no ensino:

·         Ensino primário:
o       Criaram-se novas escola primárias
o       Tornou-se obrigatória a frequência nos primeiros 3 anos, com mais um de voluntariado
o        Ensino liceal:
§        Criaram-se novos liceus em todas as capitais de distrito e dois em Lisboa
§        Fundaram-se escolas industriais, comerciais e agrícolas
§        Ensino universitário:
§       Criaram-se novas escolas ligadas à Marinha, às Artes, às Técnicas e ao Teatro


Direitos Humanos
Também foram tomadas importantes medidas relacionadas com os Direitos Humanos:
·         Abolição da pena de morte para crimes políticos (1852)
·         Abolição da pena de morte para crimes civis (1867)
·         Extinção da escravatura em todos os territórios portugueses (1869)


OS MOVIMENTOS DA POPULAÇÃO

Contagem da população
Para dar melhor resposta às necessidades da população, tornou-se necessário saber o número de habitantes do país, e onde se concentravam com maior quantidade.
Já se tinham realizadas contagens da população, mas eram pouco exatas pois tinham como base a contagem de habitações e não de pessoas. A estas contagens dá-se o nome de numeramentos.
A primeira contagem rigorosa do número de habitantes do país realizou-se em 1864, ou seja, foi quando se realizou o primeiro recenseamento. Em boletins próprios os habitantes tinham que colocar o nome, o sexo, a idade, o estado civil e a profissão. A partir dessa data realizam-se recenseamentos, ou censos, de 10 em 10 anos.

Crescimento demográfico
Através dos recenseamentos verificou-se o aumento de população desde que se fez o primeiro censo. De 1864 até 1900 a população passou de cerca de 4 milhões de habitantes para 5 milhões.
Este facto justifica-se pela melhoria de condições de vida da população:
·         Período de paz e estabilidade política e social
·         Melhoria da alimentação, com o aumento do consumo da batata e do milho
·       Melhoria das condições de higiene, com a construção de esgotos, distribuição de água através da canalização e calcetamento das ruas
·      Melhoria da assistência médica e hospitalar, com o aparecimento de novos medicamentos, divulgação de algumas vacinas e construção de hospitais

Distribuição da população
Verificou-se também que o crescimento populacional não ocorreu de igual forma por todo o território. O aumento de população foi maior no norte litoral, onde se encontravam os solos mais férteis, maior quantidade de portos de pesca e unidades industriais.
Entretanto, em todas cidades verificou-se aumento de população, principalmente as do litoral.

Êxodo Rural
Apesar do desenvolvimento da agricultura, a produção continuava a ser pouca. A mecanização originou despedimentos e as dificuldades no meio rural intensificaram-se. Sendo assim, muitas pessoas decidiram abandonar os campos para ir para as cidades à procura de melhores condições de vida. A este fenómeno dá-se o nome de Êxodo Rural.

Emigração
Entretanto, devido ao aumento da população, não havia postos de emprego para todos nas cidades. Muitos dos trabalhos eram mal pagos apesar de se trabalhar duramente muitas horas diárias.
Sendo assim, muitas pessoas decidiram procurar melhores condições de vida no estrangeiro, sobretudo para o Brasil, pois falava-se a  mesma língua e porque havia necessidade de mão-de-obra devido à extinção da escravatura.

A VIDA QUOTIDIANA

No campo

 

Atividades económicas:

As principais atividades do meio rural na segunda metade do século XIX continuavam a ser a agricultura, a criação de gado e a pesca nas zonas do litoral.
Na sua maioria, os camponeses não eram donos das terras em que trabalhavam. As terras pertenciam sobretudo à antiga nobreza, proprietários burgueses e a alguns lavradores mais abastados.
O trabalho no campo era muito duro e os rendimentos eram poucos, por isso, os camponeses viviam muito pobremente.
Com a introdução da máquina na agricultura, aumentou-se o desemprego por já não ser precisa tanta mão-de-obra.

Alimentação:

Os camponeses alimentavam-se sobretudo do que cultivavam. Dos produtos que mais consumiam destacam-se a batata, pão de centeio ou de milho, sopas de legumes e sardinhas. A carne, mais cara e de difícil conservação, era apenas consumida em dias de festa.

Vestuário:

O vestuário dos camponeses variava de região para região, de acordo com o clima e com as atividades predominantes.
No interior, era frequente os homens usarem calças compridas, coletes ou jaquetas, e calçavam botas ou tamancos de madeira. As mulheres vestiam saias compridas e usavam lenços coloridos na cabeça.
No litoral, os homens usavam calças curtas ou arregaçadas e geralmente andavam descalços, tal como as mulheres que vestiam saias mais curtas do que as do interior, devido às suas atividades relacionadas com o mar.

Divertimentos:

Os divertimentos das pessoas do campo estavam associados sobretudo às atividades do campo (vindimas e desfolhadas) e à religião (feiras, romarias e festas religiosas).

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