terça-feira, 28 de outubro de 2014

PowerPoint informativo


O Império Português no século XVIII

Matéria para o TESTE 01 - Outubro 2014

O IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS DO SÉC. XVIII

Colónias pertencentes a Portugal
No século XVIII o Império português era constituído por:
  • Na Ásia: pelas cidades de DamãoDiu e Goa na Índia e ainda por Macau e Timor;
  • Em África: por Cabo VerdeGuinéSão Tomé e PríncipeAngola e Moçambique
  • Na América: pelo Brasil
Brasil
Neste período Portugal já não obtinha grandes lucros com o comércio do Oriente (Índia) devido à concorrência com ingleses, franceses e holandeses, por isso interessou-se mais em explorar o Brasil.
O tempo quente e húmido permitiu cultivar grandes quantidades de cana-de-açúcar que depois era trabalhada nos engenhos para ser transformada em açúcar.
Além do açúcar, o Brasil passou a ser bastante importante por causa da descoberta de ouro e de pedras preciosas.
Engenhos: conjunto de instalações que moem a cana-de-açúcar e a transformam em açúcar.
Comércio triangular - Neste período desenvolveu-se o comércio entre três continentes: EuropaAmérica e África.
Movimentos da população
Da metrópole (Portugal):
  • Milhares de colonos partiram para o Brasil em busca de melhores condições de vida;
  • Missionários também partiram para o Brasil com a missão de expandir a fé católica.
De África:
  • Milhares de escravos foram levados para o Brasil para trabalharem nas plantações de cana-de-açúcar, nos engenhos e na exploração do ouro. Eram transportados em navios negreiros em condições desumanas.
No Brasil:
-    Os bandeirantes deslocaram-se para o interior do Brasil à procura de ouro, pedras preciosas e de índios para os escravizar. Fundaram cidades e povoações o que permitiu explorar o interior do Brasil.
  • Os missionários também foram para o interior para evangelizar os índios brasileiros e para os proteger da escravatura.
A SOCIEDADE PORTUGUESA NO TEMPO DE D. JOÃO V
A descoberta de ouro e de pedras preciosas desenvolveu o comércio triangular que trouxe grandes riquezas a Portugal. D. João V tornou-se num dos reis mais ricos da Europa e concentrou em si todos os poderes passando a governar como um rei absoluto.
Monarquia absoluta: regime em que o rei concentra em si todos os poderes.
Poderes do rei:
  • Legislativo: fazia as leis
  • Executivo: fazia cumprir as leis
  • Judicial: julgava quem não cumpria as leis
A vida da corte
  • Vivia em luxo e ostentação
  • Realizavam-se bailes, teatros, concertos, banquetes e cortejos para mostrar a sua riqueza
A nobreza
  • Tentava imitar a corte no vestuário, na habitação e nos divertimentos.
  • A nobreza continuava a ser um grupo social privilegiado, que vivia dos rendimentos das suas propriedades.
O clero
  • Construiu igrejas e conventos e adornou outras
Tinha um grande poder e criou o Tribunal de Inquisição que perseguia e condenava à morte quem estivesse contra a Igreja Católica, quem praticasse outra religião ou quem fosse suspeito
A burguesia
  • A alta burguesia enriqueceu com o comércio e tentou imitar o modo de vida da nobreza
  • Estes burgueses conviviam em clubes e cafés com artistas, escritores e políticos
Povo
  • O povo vivia com muitas dificuldades, sobretudo no campo, devido aos baixos salários e aos muitos impostos. Continuava a alimentar-se sobretudo de pão, peixe e legumes. Eram pequenos comerciantes, artífices, camponeses, criados, aguadeiros, carregadores... Este grupo social engloba também a alta burguesia que continuava a enriquecer com o comércio.
Cristãos-novos: nome dado a quem aceitava converter-se à religião católica. No entanto, muitos foram perseguidos e condenados à morte por suspeita de praticarem outras religiões em segredo.
Autos-de-fé: cerimónias públicas onde os condenados eram torturados e queimados vivos.
Grandes construções
Parte das riquezas obtidas com o ouro brasileiro foi gasta na construção de grandes palácios e conventos.
Por iniciativa régia (do rei):
  • Aqueduto das Águas Livres
  • Palácio e Convento de Mafra
Por iniciativa da nobreza:
  • Solar de Mateus
  • Palácio dos Condes de Anadia
  • Palácio do Freixo
Por iniciativa do clero:
  • Torre dos Clérigos
Estilo Barroco
O estilo que caracterizava estas construções era o Barroco.
Características do estilo barroco:
  • O estilo da época é o Barroco que se caracteriza pela abundância de decoração e pelo uso de linhas curvas. Igrejas e palácios são decorados com talha dourada, azulejos e mármore.
Governo de D. José I
D. José I sucede a D. João V em 1750 e nomeia primeiro-ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, mais tarde Marquês de Pombal.
Situação de Portugal neste período
O reino português encontrava-se em crise:
  • O comércio enfrentou uma grande concorrência estrangeira que impediu o seu crescimento
  • A agricultura e a indústria não produziam o suficiente, portanto Portugal tinha que comprar quase tudo ao estrangeiro
  • Chegava cada vez menos ouro do Brasil, por isso deixou de haver dinheiro para importar tantos produtos
  • O terramoto de 1755 veio agravar ainda mais a situação do país
Em 1755  (dia 1 de Novembro), Lisboa sofre um grande terramoto. A cidade ficou destruída e foi o Marquês de Pombal que tomou medidas para "cuidar dos vivos e enterrar os mortos ". Morreram mais de 20 000 pessoas e ficaram em ruínas cerca de 10 000 edifícios.
O próprio Marquês de Pombal acompanhou a reconstrução de Lisboa. Decidiu arrasar a "Baixa" e aí construir uma zona nova - a Lisboa pombalina - com características próprias:
- Ruas largas e perpendiculares, com passeios largos e calcetados;
- Edifícios harmoniosos, todos da mesma altura, com varandas de ferro forjado, e construídas com um sistema anti-sismos;
- Uma grande praça - a Praça do Comércio -  construída no local do antigo Terreiro do Paço, onde iam dar as ruas "nobres" da cidade.


AS REFORMAS POMBALINAS
A grande capacidade para resolver problemas e a eficácia demonstrada após o terramoto pelo Marquês de Pombal, levaram-no a conquistar a confiança total do rei. D. José entrega-lhe o controlo do governo.
O Marquês de Pombal inicia então um conjunto de reformas destinadas a desenvolver o País e a afirmar o poder absoluto do rei.
Reformas económicas
-  instalou novas indústrias no país;
- Criou companhias monopolistas, controladas pelo estado;
- Proibiu a exportação de ouro.
Reformas sociais
- Perseguiu a nobreza e o clero  (sobretudo os Jesuítas, que expulsou do País), retirando-lhes bens e cargos, para reforçar o poder do rei;
- Protegeu os comerciantes e os burgueses, e declarou o comércio como profissão nobre (1770);
- Proibiu a escravatura no Reino  (1771), continuando a existir nas colónias.
Reformas no ensino
- Criou escolas "menores" (equivalentes ao 1º ciclo), por todo o país e reformou a Universidade de Coimbra;
- Foi dada maior importância à observação e experimentação;
-  fundou o Real Colégio dos Nobres.
Marquês de Pombal utilizou a Burguesia como motor de desenvolvimento económico do país, e retirou poder às classes privilegiadas, ou seja, ao Clero e à Nobreza.

AS INVASÕES NAPOLEÓNICAS

Revolução Francesa

Em 1789 aconteceu a Revolução Francesa que pôs fim à Monarquia Absoluta em França. Esta revolução tinha como princípios a igualdade, a liberdade, a fraternidade e a separação dos poderes (liberalismo). Os revolucionários franceses, na sua maioria burgueses e gentes do povo, queriam acabar com o poder absoluto do rei.

Os reis europeus absolutistas sentiram-se ameaçados com estas ideias liberais, uniram-se e declararam guerra à França.

Napoleão Bonaparte estava à frente do governo francês e conseguiu derrotar os seus opositores e passou a dominar grande parte da Europa, com exceção da Inglaterra. Para enfraquecer os ingleses, ordenou o Bloqueio Continental, em 1806 – Que os países europeus fechassem os seus portos aos navios ingleses.
Portugal era um velho aliado da Inglaterra e não queria perder o comércio com os ingleses. Por essa razão não aderiu ao bloqueio continental imposto por Napoleão Bonaparte.

Fuga da família real portuguesa para o Brasil
Neste período Portugal tinha uma rainha, D. Maria I, viúva e doente. Por isso, o reino era governado pelo seu filho, o príncipe João.
Dão-se então, as Invasões Napoleónicas (1ª 1807) e a saída da Corte para o Brasil (Rei D. João, família, nobres, comerciantes…).
A família real, com medo de ser presa pelas tropas francesas, parte para o Brasil em 1807, e é criada uma Junta de Regência para governar Portugal.

1ª invasão francesa (1808)
Comandada por Junot
Instalou-se em Lisboa, mandou substituir a bandeira portuguesa pela francesa no castelo de S. Jorge, acabou com a Junta de Regência e passou ele a governar Portugal.
Durante a invasão francesa destruíram-se culturas, mataram-se pessoas e foi roubado tudo o que tivesse valor.

Reação portuguesa:
Foram criados movimentos de resistência pelos populares e foi pedido auxílio aos ingleses. O exército anglo-português venceu os franceses nas batalhas da Roliça e do Vimeiro e Junot assinou a Convenção de Sintra e abandonou Portugal.
2ª invasão francesa (1809)
Comandada por Soult
Entrou por Trás-os-Montes, chegou ao Porto mas encontrou uma forte resistência e refugiou-se na Galiza.
3ª invasão francesa (1810)
Comandada por Massena
O seu exército perdeu muitos soldados na batalha do Buçaco mas tentou na mesma a todo o custo chegar a Lisboa. No entanto, ficou retido na linha defensiva de Torres Vedras, que era um conjunto de fortificações e canhões criados pelos ingleses para proteger a cidade de Lisboa.
Massena foi obrigado a desistir. Em 1811 os Franceses retiram-se. Mas, ajudaram a divulgar as ideias liberais de igualdade e liberdade.
Ficam os Ingleses a dominar em Portugal
O País ficou parcialmente destruído e saqueado (roubado).

A REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820

Situação do reino português após as invasões francesas

A população encontrava-se bastante descontente porque:
- A família real continuava no Brasil e sem intenções de voltar
- O reino encontrava-se pobre e desorganizado
- Os ingleses não saíram de Portugal e controlavam o exército, o governo e o comércio feito com o Brasil, prejudicando assim os comerciantes portugueses
- Grande parte da população, sobretudo o povo e a burguesia, começou a defender as ideias liberais vindas de França.

A primeira conspiração liberal, chefiada por Gomes Freire de Andrade, teve lugar em 1817. Pretendia fazer regressar a família real do Brasil e acabar com o domínio inglês.

Revolução liberal de 1820

Em 1818 foi fundada no Porto uma sociedade secreta chamada Sinédrio que tinha como objetivo preparar uma revolução para expulsar os ingleses e ordenar o regresso do rei que estava no Brasil.

Em 1820 iniciou-se a Revolução Liberal, no Porto, que depois se espalhou por todo o país e em Lisboa.
Em setembro, um levantamento militar forçou os ingleses a abandonar o país e o poder. É criada a Junta Provisional do Governo do Reino e era assim o triunfo da Revolução Liberal

Monarquia Liberal

Portugal passou a ter uma monarquia liberal. Foram criadas as Cortes Constituintes que tiveram a função de criar a Constituição de 1822, onde estavam definidos os direitos e deveres dos cidadãos. Nesta Constituição estava definido que todos os cidadãos eram iguais perante a lei e estava estabelecida a separação de poderes: Legislativo, Executivo e Judicial.

Na Monarquia Absoluta o rei tinha todos os poderes











Na Monarquia Liberal (ou constitucional)
Os poderes são divididos em:
- Fazia as leis
- Mandava-as cumprir
- Era o juiz supremo
LEGISLATIVO
EXECUTIVO
JUDICIAL
Pertencia às CORTES (os deputados eleitos faziam as leis)
Pertencia ao GOVERNO (o Reis e os ministros faziam cumprir a lei)
Pertencia aos TRIBUNAIS (os juízes julgavam quem não cumpria a lei)

Em 1821, D. João VI regressa a Portugal e, em 1822 assina a Constituição.
A Monarquia Absoluta dá lugar à Monarquia Constitucional ou Liberal. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O ESTADO NOVO - Mais Informação II

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ESTADO NOVO - mais informação

ESTADO NOVO

RESUMO PARA OS TESTES DE 23 de MAIO e 4 de JUNHO

Estado Novo
Golpe militar de 28 de Maio de 1926
A 28 de Maio de 1926, o general Gomes da Costa chefiou uma revolta militar que teve início em Braga e estendeu-se até Lisboa. Por todo o país os militares foram aderindo a este movimento. O Presidente da República, Bernardino Machado, demitiu-se e entregou o poder aos revoltosos.
Principais medidas durante a Ditadura militar
O golpe militar de 28 de maio pôs fim à 1.ª República
Foram tomadas várias medidas que colocaram fim à democracia da I República:
- O Parlamento foi encerrado;
- Não se realizaram mais eleições para o Parlamento;
- Os militares possuíam o poder legislativo e executivo;
- A imprensa passou a ser controlada pela censura;
- As greves e as manifestações foram proibidas.

Portugal foi governado neste período segundo uma ditadura militar que irá durar de 1926 a 1933, ou seja, segundo um governo autoritário, não democrático, que não respeitava as liberdades e direitos dos cidadãos.
Apesar destas medidas a ditadura não veio resolver os problemas existentes em Portugal:
- Os militares não se entendiam e as mudanças sucessivas de governo continuaram;
- As despesas continuavam superiores às despesas;
- Continuou o recurso aos empréstimos ao estrangeiro, aumentando a dívida externa.

SALAZAR E O ESTADO NOVO

Ascensão política de Salazar

Em 1928, o presidente Óscar Carmona convidou António de Oliveira Salazar foi convidado para assumir o cargo de  ministro das Finanças e este conseguiu equilibrar as contas públicas aumentando as receitas, através do aumento dos impostos, e diminuindo as despesas do estado, através da redução de gastos com a Educação, Saúde e com os salários dos funcionários públicos. Portugal aumentou também as suas exportações durante a segunda guerra mundial (1939-1945).
Em 1932, Salazar foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros, ou seja, passou a ser o chefe do Governo.

Constituição de 1933

Em 1933 foi aprovada uma nova constituição em que os direitos e liberdades dos cidadãos eram reconhecidos e ficou estabelecido que o Presidente da República e os deputados seriam eleitos pelos cidadãos.
No entanto, as eleições não eram verdadeiramente livres e os direitos e liberdades dos cidadãos nem sempre foram respeitados por Salazar. Foi constituído novamente o Parlamento que apenas servia para aprovar as leis impostas pelo governo.
A partir de 1933 instaurou-se em Portugal um novo regime a que se deu o nome de ESTADO NOVO e que durou 40 anos (1933-1974).

Política de obras públicas

Durante o Estado Novo construíram-se estradas, barragens, hospitais e edifícios públicos. Esta política permitiu a modernização do país e combateu o desemprego junto das áreas urbanas. Salazar aproveitou também esta política de obras públicas para engrandecer o seu trabalho à frente do país e assim fazer propaganda.

Receitas do turismo e da emigração

Desenvolveu-se o turismo, o que permitiu a entrada de mais receitas para o Estado.
Apesar do desenvolvimento do país, muitas pessoas continuavam a viver em grandes dificuldades e decidiram emigrar, sobretudo para França e Alemanha. O dinheiro enviado para Portugal pelos emigrantes foi outra fonte de receitas para o Estado.

Suportes do Estado Novo

Salazar controlava todos os ministérios e governava o país de uma forma autoritária e absoluta. Dele dependiam todas as decisões administrativas e politicas. Por isso se diz que governava em DITADURA. Para suportar essa ditadura, foram criadas algumas estruturas:
·         Censura: da imprensa, teatro, cinema, rádio e televisão, que impedia a divulgação de opiniões contra o regime salazarista.
·         Polícia política: PVDE, que passou mais tarde a chamar-se PIDE, que vigiava, perseguia, prendia e torturava os opositores ao regime de Salazar. As cadeias onde eram presas essas pessoas eram: CAXIAS, PENICHE e TARRAFAL (na ilha de Cabo Verde).
·         Mocidade Portuguesa: organização com fim de desenvolver o culto do chefe, dever militar e devoção à pátria nos jovens dos 7 aos 18 anos.
·         Legião Portuguesa: organização armada que defendia o Estado Novo e combatia o Comunismo.
·         Propaganda Nacional: tinha como objetivo obter apoio da população (era feita nos jornais, rádio e televisão, mas também nos manuais escolares).
·         União Nacional: única organização política legal que apoiava Salazar – Era o único partido permitido.

Oposição política

Eleições legislativas de 1945

Os opositores ao salazarismo organizaram-se clandestinamente para não serem perseguidos e presos. Outros tiveram de sair do país (exilados políticos).
A oposição cresceu em 1945 quando terminou a II Guerra Mundial, com a vitória dos países democráticos (EUA, França, Inglaterra e seus aliados), onde os direitos e liberdades dos cidadãos eram respeitados. Estes países pressionaram Salazar e este marcou eleições legislativas.
A oposição uniu-se e criou o MUD  (Movimento de Unidade Democrática). No entanto, o governo não permitiu que a oposição fizesse campanha eleitoral nem que a contagem dos votos fosse fiscalizada. Quem fosse suspeito de pertencer à oposição era tirado das listas eleitorais para não puderem votar. Os dirigentes do MUD decidiram então apelar à abstenção e assim a União Nacional conseguiu eleger todos os seus candidatos.

Eleições presidenciais de 1958

O general Humberto Delgado, com o apoio de toda a oposição, candidatou-se às eleições presidenciais de 1958. Apesar do grande apoio que teve da população, foi Américo Tomás, pertencente à União Nacional, quem venceu as eleições, que foram consideradas fraudulentas pela oposição.
Depois destas eleições Salazar mudou a lei e criou um colégio eleitoral que passa a eleger o Presidente da República.

As Revoltas dos Estudantes, dos intelectuais e dos artistas

Na década de 60 do século passado, o regime de Salazar também teve de enfrentar revoltas militares e civis. Em 1962, surgiu a primeira grande revolta de estudantes contra a opressão imposta pelo regime de Salazar.
Também alguns jovens deputados, no ano de 1973, começaram a manifestar descontentamento na própria Assembleia Nacional. Um exemplo desses jovens foi Francisco Sá Carneiro.
O movimento de oposição ao Estado Novo também integrava pensadores, escritores e cantores (como por exemplo ZECA AFONSO).

A GUERRA COLONIAL

Depois da II Guerra Mundial, os países como a Bélgica, a Inglaterra e a Holanda reconheceram a independência da maioria das suas colónias. Entretanto Salazar não fez o mesmo e a União Indiana e a população africana das colónias portuguesas começaram a revoltar-se contra Portugal.
·         1961: União Indiana ocupou Damão, Diu e Goa
·         1961: revolta da Angola
·         1963: revolta da Guiné
·         1964: revolta de Moçambique

Salazar respondeu com o envio de muitos militares para as colónias. Esta Guerra Colonial, que durou 13 anos (1961-1974), teve como principais consequências o ferimento e morte de muitos soldados portugueses e uma grande despesa com os gastos militares.

A AÇÃO MILITAR E POPULAR EM 25 DE ABRIL

Saída de Salazar do poder

Salazar saiu do poder quando adoeceu gravemente em 1968. No entanto, Marcelo Caetano substituiu-o mantendo os seus ideais: manteve a DGS  (Direção Geral de Segurança – antiga PIDE) e a Guerra Colonial.

Fim da ditadura

A falta de liberdade, o aumento do custo de vida e as despesas militares e muitas mortes durante a Guerra Colonial contribuíram para o aumento do descontentamento da população, o que levou ao fim da ditadura. O exército português estava descontente e esse descontentamento crescente levou à revolta militar de 25 de abril de 1974. 

25 de Abril de 1974

Golpe militar organizado pelo MFA  – Movimento das Forças Armadas – apoiado pelos populares. Várias cidades foram dominadas sem grande resistência.
Marcelo Caetano refugiou-se no quartel do Carmo que foi cercado pelas tropas do capitão Salgueiro Maia e aceitou render-se perante um oficial superior: general António de Spínola. Acabou por ser preso, tal como Américo Tomás (presidente da República).

Primeiras medidas do MFA

·         Poder entregue a uma Junta de Salvação Nacional, presidida pelo António de Spínola
·         Dissolução da Assembleia Nacional
·         Extinção da DGS
·         Abolição da censura
·         Libertação dos presos políticos
·         Negociações para pôr fim à Guerra Colonial

A INDEPENDÊNCIA DAS COLÓNIAS

Colónias africanas

O novo presidente da República, António de Spínola, reconheceu o direito à independência dos povos africanos e assim se formaram cinco novos países:
·         1974 – Guiné-Bissau
·         1975 – Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde

Colónias do oriente

As colónias do continente asiático tiveram outros destinos:
·         1999 – Macau passou a ser território chinês

·         2002 – Timor-Leste tornou-se independente depois de ter sido invadido pela Indonésia e passou a chamar-se Timor-Lorosae